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Os movimentos são presentes para a Igreja, diz Papa
Elogia o cardeal Cordes por ajudá-los a crescer

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI elogiou o cardeal Josef Cordes por ter acolhido a inspiração dos novos movimentos na Igreja e destacou a contribuição positiva oferecida por ele.
O pontífice escreveu uma carta, na semana passada, ao presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, por ocasião do seu 75º aniversário.
“Já não me lembro como nos conhecemos”, afirma o Papa, recordando a longa história de amizade com o cardeal, que inclui sua pertença compartilhada à conferência de bispos da Alemanha antes que ambos fossem chamados a servir a Cúria Romana.
“Com valentia e criatividade, no início do seu trabalho em Roma, você abriu novos caminhos para levar os jovens a Cristo”, destaca o Santo Padre.
Bento XVI sublinhou sua contribuição na gênese e no crescimento das Jornadas Mundiais da Juventude, sua participação pastoral e seu compromisso com os movimentos, em sua função no Conselho Pontifício para os Leigos.
“O movimento carismático, Comunhão e Libertação e o Caminho Neocatecumenal têm muitas razões para agradecer-lhe”, indica o Papa.
“Enquanto no começo os organizadores e coordenadores da Igreja tinham muitas reservas com relação aos movimentos – constata – você percebeu imediatamente a vida que brotava deles, o poder do Espírito Santo que dá novos caminhos e, de maneiras imprevistas, mantém a Igreja jovem.”
Integração

O Papa destaca: “Você reconheceu o caráter pentecostal desses movimentos e trabalhou apaixonadamente até que foram bem-vindos pelos pastores da Igreja”.
O pontífice reconhece a habilidade do cardeal para ver que “o orgânico é mais importante que a organização”.
Afirma que o prelado viu que nos movimentos “havia homens que estavam profundamente tocados pelo espírito de Deus e que, dessa maneira, cresciam novas formas de autêntica vida cristã e autênticas maneiras de ser Igreja”.
O Santo Padre continua: “Certamente, estes movimentos precisavam ser ordenados e levados ao interior do todo; precisavam aprender a reconhecer seus limites e fazer parte da realidade comunitária da Igreja em sua própria constituição junto ao Papa e aos bispos”.
“Precisavam de guia e purificação para serem capazes de alcançar a forma da sua verdadeira maturidade”, indica.
“No entanto, são presentes pelos quais precisamos agradecer”, acrescenta Bento XVI; e conclui: “Não seria possível pensar na vida da Igreja da nossa época sem incluir nela estes presentes de Deus”.

 
 

 


 
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