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CNE promoveu intercâmbio cultural
Inédito acampamento luso-luxemburguês celebrou espírito internacional do escutismo em Idanha-a-Nova

 

O intercâmbio cultural foi a palavra de ordem durante 10 dias em Idanha-a-Nova. O acampamento luso-luxemburguês juntou, no Campo Nacional de Actividades Escutistas, escuteiros do Luxemburgo, luso-descendentes e portugueses, que quiseram mostrar como é o acolhimento feito em terras lusas.

João Teixeira, responsável português pela actividade e secretário executivo internacional do Corpo Nacional de Escutas, explica à Agência ECCLESIA não ser a primeira vez que se procuram novas paragens para actividades além-fronteiras. Também os portugueses, “na busca do que é diferente, no sair da rotina e na descoberta de realidade e culturas novas”, investem no intercâmbio e nas actividades além-fronteiras.

A Associação de Escuteiros e Guias do Luxemburgo – LGS - manifestou interesse em o acampamento nacional dos pioneiros num país que não o seu. A possibilidade de fazer a actividade em Portugal ganhou ênfase dada a dimensão da comunidade portuguesa naquele país.

Presentes no campo de Idanha-a-Nova estiveram também luso descendentes. “Alguns nascidos no Luxemburgo, outros que emigraram ainda crianças”. Aos 330 luxemburgueses juntaram-se também escuteiros portugueses, que, apesar de em menor número – cerca de 30 –, estabeleceram um intercâmbio cultural.

João Teixeira refere que a linguagem escutista é “ligeiramente” diferente nos dois países. “Houve alguns embates culturais, visível na forma de se fazerem algumas tarefas”. Escolhida a língua para comunicarem, o inglês, o desafio colocou-se a todos os participantes.

O Secretário reconhece que os portugueses têm uma “grande preocupação em criar um espaço próprio quando estão em campo, arrumá-lo, criando um território”, contrapondo com a forma dos luxemburgueses estarem em campo, “mais libertos e mais práticos”. No sistema de funcionamento das equipas, ou seja, a dinâmica estabelecida em pequenos grupos, manifesta diferenças. Os portugueses “dão uma tónica mais forte na pequena patrulha, eles valorizam mais o trabalho com o grupo todo”.

Mas, no essencial, os princípios e valores dos grupos são semelhantes. Os 10 dias de acampamento evidenciaram também a “preocupação escutista de conhecimento e contacto entre culturas”. Ao longo da semana, a adaptação foi-se instalando, criando uma atmosfera unitária.

A mais-valia foi acentuada no “confronto com uma situação diferente ao dia-a-dia”, numa posição partilhada pelos participantes dos dois países. A realidade cultural que influência a própria forma de ver o mundo, ou mesmo a alimentação mostrou como “os hábitos e costumes são de facto diferentes”.

A região envolvente ao acampamento foi também chamada a participar. Esta foi a forma encontrada para que a realidade portuguesa fosse dada a conhecer. A região histórica de Idanha-a-Nova e Velha e Monsanto foram palco de algumas actividades que promoveram a cultura portuguesa.

 

Ecclesia
31/07/2008

 

 

 

 

 

 

 

 

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