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Casamento sem compromisso não funciona
Comunicações na Expo Família do Encontro Mundial das Famílias

Por Gilberto Hernández

Paralelamente às conferências do Congresso Teológico Pastoral do Encontro Mundial das Famílias, a Expo Família traz uma série de atividades de livre acesso ao público, onde se abordam temas como saúde, superação, noivado, violência, entre outros, em sua relação com a família.

A entrada é gratuita e nesse lugar os visitantes podem encontrar desde assessoria para o bom manejo da economia familiar até informação sobre agrupamentos que trabalham e promovem a família.

Participam mais de cem movimentos, associações, editoras e instituições educativas. Neste contexto, apresentam-se também na Expo Família conferências de participantes no encontro, gente comum, com experiência familiar, que partilha suas preocupações ou experiências.

José Ángel Rivero, falando sobre a família como ambiente de vida e de amor, assinalou que «é preocupante a falta de compromisso por parte das pessoas que optam pelo matrimônio, pois não sabem o que esperar e não têm as bases e os valores suficientes para sustentar uma relação comprometida cem por cento».

Esta falta de compromisso, afirmou Rivero, «leva a eleger o caminho fácil quando as coisas não funcionam no casamento: o divórcio. Este destrói famílias inteiras e fere fortemente os esposos e filhos. Tudo isso se deve a que muitas vezes se deixa de lutar e já não se quer seguir adiante, fazendo que o amor não cresça».

O palestrante assinalou que hoje em dia a cultura dominante tem grande influência sobre todas as pessoas. «Desde telenovelas até revistas mostram uma sociedade que perdeu seus valores e que põe em dúvida o sentido verdadeiro do matrimônio, mostrando-o como algo passageiro e que não pode durar para toda a vida».

Por sua vez, José Luis Guerrero, ao falar de violência e insegurança, considerou que a crise que a instituição familiar passa é um grave problema que desestabiliza a sociedade e por isso se devem unir esforços, provenientes de todos os atores sociais, para resgatá-la e consolidá-la. 

«Violência, corrupção, pobreza, baixo rendimento escolar e emigração são apenas alguns dos fatores que incidem na crise da família. Ademais, a legalização do aborto, o aumento de divórcios e separações e a indiferença religiosa influenciam», assinalou.

Guerrero citou palavras de Bento XVI: «O Ocidente está cansado de sua própria cultura», para fazer notar que a «cultura light» dominante não só consome comida com poucas calorias, «mas nos torna medíocres e nos leva a cruzar os braços diante do aumento do número de divórcios, suicídios, prostituição e abortos».

O palestrante afirmou que no México «vivemos imersos no medo, com um sinal de perigo constante e incapacitados pela violência para atuar». Perante isso, a única solução é atacar a problemática na raiz. «Isso significa ir aos núcleos onde se apresenta com maior frequência a delinquência, quer dizer, os pobres e os marginalizados; e combater o problema antes que se desenvolva. «A família é o agente privilegiado para tal solução», destacou.

CIDADE DO MÉXICO, sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observado)

 

Comissão Episcopal do Laicado e Família da Conferência Episcopal Portuguesa.
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