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Acção Católica Rural não está ultrapassada
 

O Conselho Nacional da Acção Católica Rural (ACR), reunido na diocese de Portalegre-Castelo Branco, nos passados dias 11 a 13, considerou, em comunicado final, que «é manifesto que a ACR não está esgotada, não está ultrapassada, não é substituível; continua a estar no coração da Igreja e a ter diante de si um mundo a trabalhar».

Esta conclusão foi resultado do «relato da experiência vivida por algumas Equipas Diocesanas que se conseguiram renovar, na sua constituição e fundamento, logrando mais coesão, mais vida e participação empenhada; a expansão concretizou-se no início de actividade de cerca de duas dezenas de novos grupos, nos diversos níveis etários; foi também notório um esforço formativo consolidado na maioria das dioceses», afirma o comunicado, a respeito do «segundo momento de grande intensidade» do Conselho.

«O primeiro momento forte deste Conselho consistiu na releitura da identidade do movimento a partir do Magistério conciliar, sublinhando-se a união vital com Jesus Cristo e a condição de fermento no seio das realidades temporais», acrescenta.

O comunicado da ACR dá também conta que, «após quatro anos de experiência, o programa chamado “dioceses de proximidade”, isto é, de entreajuda entre dioceses vizinhas, tem-se revelado uma das formas privilegiadas de revitalização, de criação de espírito de participação e de dinamismo da ACR; com base nas experiências positivas, o Conselho reiterou o compromisso de continuar a investir nesta forma de cooperação, reformulados os círculos de vizinhança».

Das prioridades definidas para o triénio 2007-2010, foram eleitas para o programa de 2008-2009: «investir em projectos de acção nos diversos contextos, sobretudo no contexto social; continuar o apoio intenso às Equipas Diocesanas para relançamento do movimento; consolidar o trabalho de lançamento de novos grupos de crianças, adolescentes e jovens e a captação de militantes adultos, garantindo assim o presente e o futuro do movimento; prosseguir o forte investimento na formação contínua dos militantes; suscitar e apoiar o trabalho dos grupos e dos militantes em projectos de acção, inclusive a partir dos Grupos de Análise, Reflexão e Acção (GARA), para realizarem projectos que respondam a necessidades do meio e sejam aliciantes para os seus membros».

O Conselho reconheceu «a urgência de o movimento continuar a dar o seu contributo no desenvolvimento das temáticas ligadas à ecologia e ambiente, desequilíbrios económicos, pessoais e familiares (gestão individual e familiar dos rendimentos, consumismo, crise financeira, …), educação e cidadania. Na perspectiva eclesial, aproveitando o Ano Paulino e o Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, o movimento entende poder dar uma cooperação na reflexão dos desafios que estes acontecimentos lançam ao aprofundamento da comunhão eclesial».

O comunicado do Conselho Nacional da ACR termina, afirmando que «foram debatidos processos organizativos do movimento – filiação, símbolos, identificação… –, que serão moldados definitivamente na sequência da aprovação dos novos estatutos» e que «a ACR reafirma o seu propósito de prosseguir o trabalho de sonhar, desenhar e, sobretudo, ajudar a construir o futuro».

Neste Conselho Nacional participaram representantes de 13 dioceses do Continente e Ilhas em que a ACR está implantada (Aveiro, Braga, Bragança-Miranda, Coimbra, Funchal, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu), tendo os participantes feito a avaliação do trabalho do ano do movimento e projectado o futuro, à luz das linhas de força da V Assembleia Nacional de Delegados.

 

Diário do Minho
15/07/2008

 

 

 

 

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