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Jornadas da pastoral familiar

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar organiza anualmente as Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar

Renascer pela Água e pelo Espírito (2012)

Articular a vida em casal e a vida em família com o “renascimento pela água e pelo Espírito remete-nos necessariamente para o nosso Batismo, ponto de partida da nossa vida nova, raiz e alicerce de todos os sacramentos. Nele fomos integrados no sacerdócio comum dos fiéis e feitos, portanto, sacerdotes, profetas e reis. Ter recebido o sacramento do Matrimónio dá nova incidência a este triplo ministério.

 

Na verdade, tornamo-nos sacerdotes, em primeiro lugar, um do outro, porque temos de ser, para ele (ela), pontes para o Pai, estímulos e suporte do seu caminho de santidade. O Matrimónio, sacramento atual e constantemente atualizável, do qual fomos os próprios ministros, é a fonte do rejuvenescimento da vida conjugal, a defesa contra a rotina, contra o desejo de posse ou de fusão. É também a origem da responsabilidade que assumimos ao fazer-nos cooperantes do Pai na criação dos nossos filhos, que nos são confiados para fazermos deles santos.

É igualmente o Matrimónio que nos dá a coragem de sermos, sempre e por vezes contra tudo, profetas da esperança, anunciadores da Boa Nova do amor de Deus um ao outro, aos filhos, ao mundo inteiro. Todos esperam que os casais digam claramente e sem medo que o amor é possível e fecundo, que é preciso não ter medo de se dar. Somos chamados a interpelar os nossos irmãos nesse sentido para que as nossas vidas tenham um sentido e cumpramos o plano de amor que Deus tem para cada um de nós.

É ainda o Matrimónio que dá nova luz à nossa realeza. Somos reis, não só da criação que o Senhor nos entregou mas também de nós mesmos e dos nossos filhos. O sacramento ensina-nos que essa realeza se exerce, à maneira de Jesus, no serviço dos outros. Serviço que, na relação com os nossos filhos se exprime na autoridade, mas também no estímulo e na confiança.

Nem sempre esta tarefa é fácil e acessível à nossa fraqueza humana e à nossa fragilidade de pecadores. Mas o Espírito que foi derramado em nós faz-nos ver que o Deus que é nosso Rei é também nosso Pai, interessado na nossa caminhada de santidade e sempre pronto a vir em nosso socorro. E isso permite-nos ter a certeza de que a graça em nós derramada é nova cada manhã.

 

Bia e José Victor Adragão